domingo, 21 de junho de 2009

Amiga Apatia


Ninguém tinha nada para me dizer

Cheguei a um estágio de apatia

Que chego a transformá-la minha amiga

Me acostumo com sua presença e chego a desconfiar

Se não a vejo chegar

Palavras infelizmente não me saciam mais

O tesão de coisas normais me confundem

Sinto que já conheço todos do mundo

E conhecendo todos posso dizer

Que todos são protótipos de algo irreal

Todos forçam a algo que querem

Sendo eu parte desse conjunto

Forço também, mas forço o quê?

Queria tanta coisa passageira

Nada constante me instiga

Mas eu não queria ter que perceber

Que ninguém parece ter nada a me dizer

Todos estão fazendo as mesmas coisas

Que eu já fiz

Ou farei um dia

Entedio-me com seus corpos marcados como gado

De vidas que não são em nada promíscuas

Com medo de gente que pode tanto quanto a gente

Hoje não tenho nada a dizer

Apenas sento na frente à vitrola (haha)

Acendo um cigarro que não fumo

E vejo como a cena é piegas demais.

Boca de larica


Não sei quem eles são ou o que fazem
Mas embarco no mesmo bonde
Bêbados são sempre os melhores amigos, e malandros os melhores amantes.
Pó de papoula
Morfina
Modernidade pelas orelhas de Nova York!
Que sucesso!
Os Folks são doidos mesmo
Mas todos têm seu charme
Música alta, palavras imaginadas e fantasias.
Assim se constroem as populações que servem!
Não me restam tantos e todos
Os vícios são comuns demais para serem vícios
E aprecio sua boca de larica
Como se fosse a minha mesmo
Parecia ópio ou fim da vida
Mas na verdade era explosão por todos os lados
E eu feliz
E eu sorria
O que mais me restava?
Q que se foda os nós da minha transa
Quero transar com todas as arestas da vida
E te peço
Apresente-me todas elas!
Falta-me só a paciência.

fuma-me


Não me resta tantos e todos

Os vícios são comuns demais para serem vícios

Cruzo as pernas

Hoje já sem meus cigarros

E observo o trânsito da perimetral

Nada havia de mais belo que seu correr em vão

Que seus sinais a ninguém

Sua mão estendida à coisa alguma

Leio meu jornal aos pulos

Cuspo chicletes aos pombos cariocas

E eles se divertem

Você desiste

Sente-se ao meu lado

E até me pede um cigarro

Acaba fumando-me ao invés dele então.

bota fé


Vou colocar
A felicidade de um plástico colorido
No meu peito
E fazer tumtum com meu corpo
E digo sim a todos os males!
Digo sim a todas as vielas de corridas malucas!

Ao balançar de cílios pregados na TV!
Vamos escorregar até o Centro e deixar correr
O último tuck-tuck da noite
E sabemos que quando o tuck-tuck acaba, acaba de começar!
Vamos fritar esse sistema burocrático de carinhas de bigode!
Viva a correnteza de chuva que nos esfrega que estamos na corrente contrária!
Nos esbaldamos em corpos gelados, achados no mundo do Rio de Janeiro!

E tudo isso por quê?

Eles não sabem de nada, e nós sabemos o que é bom!

Pira mesmo, que tudo fica mais bonito!

Vamos todos nós gerar crise do que chamamos de Vida de nos esbaldar com as caretas que ganharmos!

Pode acreditar ou não, mas vai ser tudo de bonito!

Gracias


Curtindo um bicado de nuvem chamado Vida que não me deixa sair do lugar, mas é uma delícia!
Sendo estuprado por paradigmas sociais e digo NÃO a todos eles,
Um desbunde completo dos tolos!
Gracias amigo, em nada adianta seu casaco nos dias de verão paulistano e quando eu disser, vamos nessa, não hesite em pular do pára-quedas quebrado pela Avenida Central.

Cara Limpa


Cheia do clichê barato

Estupefata e transbordando farpas de promiscuidade

O quê me custa deixar as astes se apoderarem de mim

Sim!

Uma única vez

E todos os truques que bolei

Todas as imagens que projetei

Todas as sujeiras que fiz

De cara limpa

Para ater-me a uma infame realidade

De que posso me transformar numa extinção

E percorrer aos passos tudo que representa você

E não me arrepender.

terça-feira, 2 de junho de 2009

terça-feira


Alguma coisa estava fora da minha ordem,
o trêm descarrilhou e eu?
Nem sei
Era uma terça - feira ..aquele dia cinza e pronto...talvez saudade..
Não quis perguntar muito, não queria saber muito a resposta,
Drama,
Queria estar só, eu só não tinha problemas, só os comigo mesma...
Matutei um minuto...
Não haveria respostar até a noite.
Se é que a noite querida realmente viesse...
E não vem.

Seguindo

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